Única brasileira em pesquisa na Inglaterra ajuda a desenvolver método pioneiro para recuperação da visão

  • 01/02/2026
(Foto: Reprodução)
Karla Orsine Murta Dias fez Medicina na UFU e atualmente é a única brasileira em pesquisa pioneira realizada em Londres Arquivo pessoal/Reprodução A oftalmologista Karla Orsine Murta Dias, de 38 anos, formada pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), é a única brasileira de uma equipe internacional que desenvolve um método inovador para restaurar a visão em pacientes com hipotonia ocular. Nascida em Araçuaí (MG) e criada em Uberlândia, ela é a única brasileira entre os médicos envolvidos na pesquisa. 🔎Hipotonia ocular é uma condição rara de baixa pressão intraocular, causada por cirurgias, traumas, inflamações ou descolamento de retina. Pode provocar visão embaçada, dor, inchaço e até perda irreversível da visão, exigindo tratamento clínico ou cirúrgico. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Ela é pesquisadora no Moorfields Eye Hospital, em Londres, considerado um dos melhores hospitais oftalmológicos do mundo. Foi lá que conheceu o médico Harry Petrushkin, especialista em uveítes - inflamações da camada vascular do olho - e líder da pesquisa e que a convidou para integrar o projeto de tratamento da hipotonia ocular. Desde 2022, Karla participa do estudo que já devolveu a visão a pacientes que haviam perdido a esperança. “A visão está ligada à autonomia, à dignidade e à forma como alguém se relaciona com o mundo. Ver pacientes retomarem atividades e confiança é um privilégio raro na medicina”, disse. Como é o tratamento O tratamento da hipotonia ocular desenvolvido pela equipe integrada pela brasileira utiliza um gel transparente e espessante à base de água, chamado hidroxipropilmetilcelulose (HPMC), já usado em cirurgias oculares e colírios. No entanto, a virada de chave foi injetar o gel diretamente na câmara vítrea do olho, restaurando a pressão interna sem comprometer a passagem da luz. O procedimento inovador, feito a cada três ou quatro semanas ao longo de dez meses, já beneficiou 35 pacientes, com resultados iniciais publicados no British Journal of Ophthalmology. Para Karla, cada conquista é também um reencontro com o sonho de menina. Hoje, esse desejo se traduz em ciência, inovação e responsabilidade ética. “Devolver possibilidades de vida é o que dá sentido a todo o percurso”, disse. LEIA TAMBÉM: Medicina da UFU tem nota máxima no Enamed UFU é condenada por exigir barba aparada de vigilantes Demissão de professor da UFU é anulada e Justiça determina reintegração Sonho de infância Desde pequena, Karla sabia que queria “cuidar das pessoas”. Entre os sete e 11 anos, após passar por cirurgias e conviver mais de perto com a rotina dos hospitais, despertou a curiosidade de entender melhor as doenças. Filha de uma professora e de um médico oftalmologista, Karla cresceu incentivada pelos pais a seguir a profissão. Sem pegar leve nos estudos, conciliava escola com aulas particulares de inglês e redação. Karla lembra que em um ano venceu uma feira de ciências sobre oftalmologia, ao levar um equipamento do pai para examinar os colegas. O sonho se tornou realidade quando passou no vestibular. Durante a graduação, fez iniciação científica, foi bolsista e presidente da Liga de Oftalmologia. Formou-se em Medicina em 2012 e, após quatro anos de residência no Hospital de Clínicas da UFU, se especializou em oftalmologia. “Meu sonho sempre foi fazer UFU”, afirmou. Na foto, Karla comemora a entrada no curso de Medicina da UFU Arquivo pessoal/Reprodução Depois de quase três décadas em Uberlândia, Karla se mudou para Brasília para uma subespecialização em córnea e lentes de contato. Pouco tempo depois, o marido dela, empresário, foi transferido para Londres por causa do trabalho, e ela se mudou novamente. “A mudança não foi fácil. Sinto saudade da família, dos amigos, do calor humano e da comida brasileira”, confessou. Apesar da dificuldade, Karla conseguiu revalidar o diploma em 2019 e começou como pesquisadora em retina no Southampton University Hospital, no sul da Inglaterra. Após alguns meses, outra notícia, Karla conquistou outro sonho: a vaga no Moorfields Eye Hospital, onde desenvolve a pesquisa. *Estagiária sob supervisão de Adreana Oliveira e Guilherme Gonçalves. ASSISTA: Pesquisa da UFU recria sensibilidade da pele humana em próteses Integração na Educação: Pesquisa da UFU recria sensibilidade da pele humana em próteses VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

FONTE: https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2026/02/01/unica-brasileira-em-pesquisa-na-inglaterra-ajuda-a-desenvolver-metodo-pioneiro-para-recuperacao-da-visao.ghtml


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