STF mantém afastamento de vice-prefeito de Macapá por suspeita de fraude na saúde
02/05/2026
(Foto: Reprodução) Vice-prefeito de Macapá Mário Neto foi afastado do cargo após operação da PF
PMM/divulgação
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado (2) a prorrogação do afastamento do vice-prefeito de Macapá, Mário Neto (Podemos), por tempo indeterminado. Ele é acusado de envolvimento em fraude e desvio de recursos da saúde.
A decisão foi monocrática, ou seja, tomada apenas pelo ministro, sem participação dos demais integrantes da corte.
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Mário Neto está afastado do cargo desde 4 de março, após a segunda fase da Operação Paroxismo, que também retirou do cargo o então prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD).
A decisão leva em conta que a fase de investigação continua em andamento.
"O titular, caso mantido no exercício das suas funções, possa interferir nas investigações ou, ainda, utilizar o cargo para auferir proveito próprio ou alheio", destacou o ministro.
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O ministro ressaltou que a prorrogação do afastamento não tem prazo definido e que as medidas cautelares seguem proporcionais à gravidade dos crimes investigados.
"A prorrogação ora deferida se dará sem prazo certo, vigendo até o comprovado desaparecimento dos riscos que a ensejaram", pontuou.
O g1 aguarda o posicionamento da defesa do vice-prefeito afastado para comentar o assunto, mas não teve resposta até a última atualização desta reportagem.
Operação Paroxismo
Em março, o ministro Flávio Dino afastou o prefeito de Macapá, Antônio Furlan (PSD), e o vice, durante investigação da Operação Paroxismo, que apura suspeitas de fraude na saúde.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo teria manipulado licitações para obter vantagens em contratos milionários. Há suspeita de que parte dos recursos destinados às obras foi desviada e lavada por meio de movimentações financeiras irregulares.
Um dos principais alvos é a construção do Hospital Geral Municipal de Macapá, com orçamento de cerca de R$ 70 milhões. A operação investiga se o projeto foi usado para enriquecimento ilícito de agentes públicos e empresários.
Prefeito de Macapá, alvo de operação da PF, é afastado do cargo
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