Foragida pelo assassinato do chefe de quadrilha que sonegou R$ 140 milhões é presa em MT

  • 18/03/2026
(Foto: Reprodução)
Uma mulher de 36 anos, foragida da Justiça pelo assassinato de Wagner Florêncio Pimentel, chefe de uma quadrilha que sonegou mais R$ 140 milhões em impostos, foi presa na manhã desta terça-feira (17), em Cuiabá. O crime aconteceu em fevereiro de 2019, quando o empresário foi morto a tiros dentro próprio carro. O g1 tenta localizar a defesa da mulher. A suspeita foi localizada na casa onde mora, no bairro Santa Laura. No local, a mulher colaborou com a abordagem e confirmou que havia um mandado de prisão expedido em 2024 pela 1ª Vara Criminal de Cuiabá contra ela. Após a confirmação no sistema, a suspeita foi presa e levada para a delegacia da Polinter, onde o caso foi registrado. Entenda o caso Vídeo mostra assassinato de empresário acusado de sonegar R$ 140 milhões em Cuiabá Polícia Civil de Mato Grosso/Assessoria O empresário foi assassinado a tiros dentro do próprio carro no dia 10 de fevereiro em 2019, no Bairro Jardim das Américas, em Cuiabá. Conforme a denúncia feita pelo Ministério Público, antes de ser assassinado, Wagner estava no interior de um shopping de Cuiabá, onde possuía um estabelecimento comercial. Um dos suspeitos, Adão, teria chegado ao shopping às 20h37, em um carro, acompanhado de seu filho e de sua esposa Dayane. Enquanto isso, uma pessoa não identificada chegou ao shopping e estacionou a moto utilizada no crime em frente ao acesso do estacionamento. Quando deixou o shopping dirrigindo seu carro, a vítima foi perseguida por Adão, que conduzia a moto, e por Dayane e terceiro não identificado, que estavam em outro carro. No momento em que a vítima diminuiu a velocidade para passar por um quebra-molas, próximo ao cruzamento entre a Avenida Brasília e a Rua Montreal, Adão teria executado a vítima a tiros. Na sequência, a pessoa não identificada e Dayane passaram pelo local em baixa velocidade, com a finalidade de certificar que Wagner estava morto. O crime foi registrado nas imagens captadas por câmeras disponíveis pelo caminho percorrido pela vítima antes de seu assassinato (veja vídeo acima). Ao todo, cinco pessoas foram apontados como suspeitos: o casal Wellington Lemos Guedes Castro e Rosiele Fátima da Silva, Gilmar Fernando Borges Resplande Amorim, Adão Joasir Fontoura e Dayane Pereira Fontoura. Operação Crédito Podre Organização criminosa burlava o sistema para sonegar imposto Polícia Civil-MT/ Divulgação A Operação Crédito Podre aconteceu em dezembro de 2017 e investigava um grupo composto por empresários, contadores, comerciantes e corretores suspeitos de cometerem fraude na comercialização interestadual de grãos (milho, algodão, feijão, soja, arroz, milho, sorgo, painço, capim, girassol e niger). Além de Wagner, outras 17 pessoas respondem por crime de organização criminosa, falsidade ideológica, falsificação de documentos, uso de documento falso, uso indevido de selo público e sonegação fiscal. Na investigação foi descoberto a constituição de mais de 30 empresas de fachada ou mesmo fantasmas, com a finalidade de simular operações internas de venda de grãos, para criação de créditos suspeitos de ICMS. Elas documentavam toda a operação simulada como tributada, lançando o ICMS devido, mas o recolhimento não era feito.

FONTE: https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/noticia/2026/03/18/foragida-pelo-assassinato-do-chefe-de-quadrilha-que-sonegou-r-140-milhoes-e-presa-em-mt.ghtml


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