Enredos 2026: Piratas Estilizados exalta força dos orixás e ancestralidade africana
10/02/2026
(Foto: Reprodução) Carnaval 2026: Piratas Estilizados segue nos preparativos para o desfile
O Grêmio Recreativo Escola de Samba Piratas Estilizados levará à avenida Ivaldo Veras, no Carnaval de 2026 em Macapá, o enredo 'Toque o Alujá para o Alafin de Oió - A Ancestralidade que ecoa nos sagrados tambores do Piratas Estilizados'.
A escola irá apresentar a ancestralidade africana e a força dos Orixás, destacando Olorum como criador e Xangô como símbolo de justiça, que representa vida, resistência e celebração.
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O enredo passa pela grandeza do Império de Oió, pela travessia forçada da diáspora africana e pelo orgulho das origens africanas e a resistência da cultura negra no Brasil. A escola será a quinta e última a pisar na avenida no sábado (14), a partir das 2h.
Piratas Estilizados durante apresentação no carnaval de 2024 no Amapá.
GEA/divulgação
O g1 apresenta diariamente os temas e letras dos sambas-enredo das escolas de samba para o Carnaval 2026 no Amapá, conforme a ordem de apresentação nos dias 13 e 14 de fevereiro.
Histórico
Fundada em 5 de janeiro de 1974, no bairro Laguinho, a Piratas Estilizados começou como bloco carnavalesco e venceu todos os desfiles da categoria até 1979. Em 1980, passou a desfilar como escola de samba. Em 2025, foi campeã do Grupo Especial com o enredo “Da lenda de Iaça ao sabor açaí que conquistou o mundo".
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Letra do samba enredo da Piratas Estilizados
"Toque o Alujá para o Alafin de Oió - A Ancestralidade que ecoa nos sagrados tambores do Piratas Estilizados"
Compositores: Davison Jaime, Antônio Neto e Dowglas Diniz.
Intérprete: Catatau.
Raiou… feito um clarão no céu
Um verso no papel… e trovoada!
Raiou… a luz da criação
Conduz nossa paixão alaranjada
No sopro do Pai Oxalá
Regendo a força do Orun
O grande Obá de um ritual
O brado forte ecoou no fogo
Estira o primeiro tambor
É o Alafim de Oyó
Que amarra o inimigo e dá um nó
É o Alafim de Oyó
Amarra na pontinha do cipó
Firma o ponto pra saudar Cafonjá
A orquestra incendeia, toca o Alujá!
Na seda da manhã, Olorum sorriu
O reino cresceu… e resistiu
E no balanço do mar
Bambeia pra lá e pra cá
A dor da ganância
Que acorrentou o povo preto
No terror do cativeiro
A triste lembrança
Aprisionaram o filho do rei
E na bagagem, atabaques e a lei
A Calunga, pras terras de Tupã
Semeou a esperança de um novo amanhã
Em cada Ilê, a cor resiste no axé
O amor sincretizado na renovação da fé
Em cada Ilê, a cor resiste no axé
Dos tambores, a mensagem de Aganju a São José
Kao, Kabecilê, meu Pai!
Kabecilê, meu Pai, Xangô!
Faz arder a chama da justiça
Vem da pedreira abençoar a mais querida!
*Estagiário sob supervisão da editora Josi Paixão
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