Em conversa com Flávio Bolsonaro, Moraes diz entender relação entre pai e filho
18/03/2026
(Foto: Reprodução) Alexandre de Moraes em sessão da Primeira Turma do STF.
Antonio Augusto/STF
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o advogado Paulo Cunha Bueno se reuniram nesta terça (17) com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para tratar da situação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O ex-presidente está internado em Brasília desde a semana passada e se recupera de uma pneumonia bacteriana decorrente de um episódio de broncoaspiração. Segundo seus médicos, ele vem melhorando. A defesa de Bolsonaro voltou a pedir que ele fique em prisão domiciliar. Não há prazo para que Moraes tome uma decisão.
O encontro durou cerca de 20 minutos e ocorreu após uma articulação feita por interlocutores em comum. Antes de serem recebidos pelo ministro, eles aguardaram na sala da chefe de gabinete.
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Segundo apuração do blog, não houve discussão política na conversa.
Flávio Bolsonaro passou a expor a situação de saúde do pai, que está internado em Brasília, e afirmou que ele não pode dormir sozinho, que o quadro foi grave e que haveria risco de vida.
De acordo com pessoas que acompanharam o relato do encontro, Moraes respondeu dizendo que entende a relação entre pai e filho, especialmente em casos de figuras públicas expostas.
Os dois saíram da reunião com a avaliação de que o ministro pode reavaliar o pedido de prisão domiciliar, que foi formalizado novamente pela defesa no mesmo dia.
Flávio já havia pedido ao STF a transferência do ex-presidente para o regime domiciliar, sob o argumento de que a permanência na prisão representa risco à saúde, especialmente pela falta de acompanhamento contínuo durante a noite.
Após o encontro, o senador afirmou a jornalistas que a conversa com Moraes foi “tranquila” e “objetiva”, e que o ministro ficou de avaliar a solicitação.
O ex-presidente Jair Bolsonaro está internado desde o último dia 13, após apresentar febre alta e queda na saturação de oxigênio. Exames confirmaram um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral, com evolução clínica considerada de melhora, mas ainda com necessidade de cuidados.
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