Caso Epstein: procuradora-geral dos EUA é intimada a depor

  • 17/03/2026
(Foto: Reprodução)
Procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, depõe em audiência do Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados em 11 de fevereiro de 2026. REUTERS/Kent Nishimura A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, foi intimada a depor, nesta terça-feira (17), pela Comissão da Câmara dos Deputados, responsável pelo caso do escândalo sexual do bilionário Jeffrey Epstein. Ela e sua vice-diretora farão uma reunião privada com mebros do comitê nesta quarta-feira (18), segundo comunicado do painel. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Bondi já foi alvo de polêmicas acerca do caso quando fez uma fala no Congresso em fevereiro. Na época, foi "flagrada" com dossiês com históricos de pesquisa dos deputados aos arquivos do caso, o que gerou críticas da oposição democrata. Documento com título "histórico de buscas de Pramila Jayapal" nas mãos da procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, durante audiência no Congresso em 11 de fevereiro de 2026. REUTERS/Kent Nishimura Em determinado momento da audiência, fotógrafos presentes no Capitólio fotografaram Bondi manuseando uma página contendo o título "histórico de buscas de Pramila Jayapal" e uma série de números de arquivos do caso Epstein acessados pela deputada democrata. Veja na foto acima. A deputada democrata acusou o Departamento de Justiça norte-americano de espionar membros do Congresso e foi acompanhada por diversos colegas. Na época, Pramila e diversos outros deputados de ambos os partidos foram ao Departamento de Justiça para ter acesso privilegiado aos documentos do escândalo sexual, divulgados no final de janeiro. Os deputados, inclusive, acusaram o governo Trump de "acobertamento" porque as versões que eles visualizaram continuavam com tarjas. Veja os vídeos em alta do g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 O governo Trump enfrenta uma crise por conta da divulgação dos arquivos do caso de Jeffrey Epstein, um bilionário acusado de comandar uma rede de tráfico sexual de menores e que tinha uma rede de contatos que envolvia os homens mais poderosos do mundo. Epstein morreu na prisão em 2019. Perguntado por repórteres sobre o assunto, o líder do Partido Republicano na Câmara dos Deputados, o deputado Mike Johnson, disse que seria "inadequado" o Departamento de Justiça monitorar deputados durante a busca dos arquivos Epstein, porém falou em "alegações não comprovadas". Além dos deputados, o governador democrata da Califórnia, Gavin Newsom, também criticou o governo Trump. "Por que o Departamento de Justiça de Trump se preocupa mais com o que membros do Congresso estavam pesquisando nos arquivos de Epstein do que em processar pedófilos?", questionou em suas redes sociais. Autoridades do governo Trump não se manifestaram publicamente sobre as acusações de espionagem até a última atualização desta reportagem. Além da polêmica do histórico de buscas, a audiência de Pam Bondi no Congresso na quarta-feira foi repleta de momentos tensos e de bate-bocas entre a procuradora-geral e os deputados, que a questionaram sobre a atuação do governo na investigação do caso e sobre possíveis elos entre o presidente dos EUA, Donald Trump, com o escândalo sexual. Caso Epstein: deputados dos EUA criticam governo Trump por 'tarjas excessivas' e 'acobertamento' após acesso privilegiado a arquivos Espionagem Chefe do Departamento de Justiça dos EUA responde perguntas sobre caso Epstein O deputado Jamie Raskin, líder dos democratas no Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados, também acusou o governo Trump de espionar os congressistas durante o acesso aos arquivos do caso Epstein e exigiu que o Departamento de Justiça pare imediatamente com a prática, que chamou de "ultrajante". “Não apenas o Departamento de Justiça reteve ilegalmente documentos do Congresso e do povo americano. Não apenas a procuradora-geral Bondi deixou de apresentar uma única denúncia contra qualquer co-conspirador de Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell. Mas agora Bondi e sua equipe estão espionando membros do Congresso que exercem sua função de fiscalização, em mais uma tentativa flagrante de interferir nos processos de supervisão do Congresso" Segundo Raskin, o acesso dos deputados aos arquivos de Epstein ocorre com funcionários do Departamento de Justiça "observam por cima de seus ombros" e registrando detalhadamente tudo que eles pesquisam. Na quarta, ele já havia criticado o governo Trump por dedicar apenas quatro computadores para o uso dos legisladores. Após Pramila e Raskin, outros deputados também confirmaram que são vigiados enquanto consultam os arquivos de Epstein no Departamento de Justiça. É o caso de Yassamin Ansari, Nancy Mace, e Shuhas Subramanyam. Procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, depõe em audiência do Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados em 11 de fevereiro de 2026. REUTERS/Kent Nishimura

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/17/epstein-procuradora-geral-eua-intimada.ghtml


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